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Vida de psicólogo: dicas boas que não vêm nos livros
Quero abrir uma conversa sobre aquelas coisas que melhoram nossa vida de psicóloga, mas que a gente dificilmente aprende nos livros ou na faculdade...
Vou começar com uma minha: eu chamo de **bater ponto**.
Tenho mais de 10 anos de pratica atendendo TPB e aprendi a tratar meu consultório como uma empresa e me comprometer a respeitar meus próprios horários de entrada, saída, intervalos e agendamentos. Nada de ficar esticando o expediente porque surgiu um encaixe ou porque pensei que poderia aproveitar mais um pouquinho do dia.
Parece bobo, mas isso melhorou muito minha relação com a clínica. Entendi que ser autônoma me dá liberdade para organizar meu trabalho, não a obrigação de estar disponível o tempo inteiro.
E ainda percebi que respeitar os meus próprios limites me ajuda a sustentar os limites que preciso estabelecer com meus pacientes. Afinal, a nossa agenda também merece ser tratada com seriedade hahaha
Agora quero ouvir vocês!
Qual dica, hábito ou decisão pouco óbvia melhorou sua vida de psicóloga?
Pode ser algo relacionado à rotina, aos pacientes, à organização do consultório ou à forma de lidar com a profissão.
Vamos compartilhar essas descobertas que a experiência ensina e que podem facilitar a vida de outros colegas também. 😊
1 resposta
ResponderEu também precisei, assim como você, Psi Ellen, aprender que ser uma boa profissional não significa estar disponível o tempo inteiro. Ter momentos de descanso, respeitar meus horários e conseguir me desligar do trabalho não diminui meu comprometimento com a clínica. Pelo contrário, me ajuda a sustentar esse compromisso de uma forma mais saudável e consistente. Eu adorei a sua ideia, de "bater-ponto"; vou implementar por aqui.
Meu ritual nestes mais de 7 anos de clínica é sempre fechar meu notebook, literalmente! hahaha assim que finalizo o último atendimento do dia, parece simples, mas para mim deu muito certo! Neste momento, eu deixo tudo ali e sempre vou fazer algo que amo, para estar bem no dia seguinte e seguir com os atendimentos. Nossos pacientes precisam de nós por inteiras, e para isso, precisamos ter nossos momentos de acolhimento e lazer. E eu concordo com você também que somos uma empresa, e precisamos nos tratar como tal;
Eu também sinto que a faculdade nos prepara muito para compreender o sofrimento humano, mas nem sempre nos ensina a lidar com as nossas próprias inseguranças, com a autocobrança e com os desafios de sustentar uma prática clínica ao longo dos anos. São aprendizados que vêm muito da experiência, dessas trocas de Psi com Psi e das nossas próprias reflexões e, claro, da supervisão. 💜
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