Pague por clique
Você paga para ser visto — mesmo quando o clique não vira atendimento.
Eu conheço a dificuldade de começar. Meu nome é Henrique Oliveira e criei a Rede Psi Brasil para aproximar profissionais, valorizar trajetórias reais e construir uma rede em que confiança tenha mais peso do que o plano mais caro.
Todo psicólogo com uma clínica cheia já foi um psicólogo esperando o primeiro paciente.
Algumas trajetórias começam com uma sala pronta, uma rede de contatos e dinheiro para investir. A minha não começou assim.
Eu me formei em Psicologia em 2017 como bolsista do PROUNI. Quando saí da faculdade, tinha cerca de R$ 500 de dívida no banco e uma ideia muito simples: queria conseguir viver da profissão que tinha escolhido.
Não havia consultório. Não havia agência. Não havia dinheiro para divulgação. Eu alugava uma sala por hora e atendia presencialmente, paciente por paciente, indicação por indicação.
Foram aproximadamente três anos construindo aquilo quase do zero.
Depois de aproximadamente três anos de formado, eu finalmente tinha chegado a cerca de 12 pacientes fixos e conseguia viver apenas da Psicologia. Eu pensei que tinha conseguido.
Então veio a pandemia. Minha clínica era presencial. Minha presença digital praticamente não existia. Em poucos meses, aquilo que levei anos para construir praticamente desapareceu.
Em três meses, eu voltei quase ao ponto de partida.
Quem tem filho sabe que existem momentos em que esperar não é uma opção. Eu precisava trabalhar. Deixei a Psicologia de lado por um período e voltei para uma profissão que já conhecia: vendas. Voltei a trabalhar em uma loja do Magazine Luiza.
Não havia nada de errado com aquele trabalho. O que doía era olhar para tudo o que eu tinha construído e sentir que estava novamente muito distante do sonho de viver da Psicologia.
Foi quando comecei a entender como psicólogos conseguiam pacientes pela internet. Primeiro vieram os anúncios do Google. Comecei a pagar por clique. Quem já colocou o próprio dinheiro ali sabe que existe uma diferença enorme entre ouvir falar de tráfego pago e observar cada clique consumir um orçamento que você quase não possui.
Depois conheci as plataformas.
Você paga para ser visto — mesmo quando o clique não vira atendimento.
Para quem começa, a cobrança pode consumir o pouco que deveria ajudar a construir a clínica.
Em alguns modelos, quem compra o pacote superior ganha mais exposição.
No outro extremo, valores muito baixos empurram a Psicologia para uma lógica de volume.
Foi aí que comecei a enxergar uma espécie de uberização da Psicologia.
Profissionais disputando preço, clique e posição. Recém-formados competindo com quem pode investir muito mais. E, no meio de tudo isso, uma pessoa tentando descobrir qual profissional realmente faz sentido para ela.
Sem agência. Sem equipe. Sem saber direito como aquilo funcionava. Se eu tivesse que resumir, diria que comecei na pura força da revolta.
Passei a estudar site, Google, conteúdo, SEO, experiência do usuário e a maneira como as pessoas procuram um psicólogo. Aos poucos, alguma coisa começou a acontecer.
O site começou a aparecer. Os artigos começaram a ser encontrados. As pessoas começaram a chegar. Hoje, perto de completar dez anos de formado, minha realidade profissional é muito diferente daquela que vivi no começo.
E foi justamente por lembrar daquele psicólogo de 2017 que surgiu meu próximo desafio.
Uma plataforma para pacientes encontrarem psicólogos — e para psicólogos encontrarem outros psicólogos.
Profissionais compatíveis com tema, público, modalidade e localização.
Página própria, currículo, avaliações e conteúdos conectados ao perfil.
Informações e qualificações conferidas com escopo e validade visíveis.
Psicólogos encontram supervisores e atividades formativas por tema.
Espaços para carreira, formação, abordagens, tecnologia e mercado.
Participação internacional opcional, sem presumir agenda ou autorização local.
Uma plataforma custa dinheiro para existir. Desenvolvimento, segurança, servidor, suporte, verificação e moderação precisam ser sustentados. Prometer gratuidade para sempre seria construir algo que provavelmente desapareceria.
Aqui, um plano mais caro não compra a primeira posição. A busca considera compatibilidade, avaliações, trajetória comprovada, disponibilidade e qualidade do perfil.
Eu lembro do que R$ 100 significavam quando precisava pagar uma sala por hora. Lembro de olhar uma mensalidade e pensar: “Se nenhum paciente vier, de onde eu tiro esse dinheiro?”
Por isso, profissionais novos terão espaço de descoberta dentro da Rede. Eles não precisam chegar com cinquenta avaliações para terem alguma chance de aparecer.
Todo profissional experiente já foi iniciante.
As imagens abaixo são capturas do produto publicado, não mockups, e não expõem fotografias pessoais.
Os 100 primeiros psicólogos com perfil aprovado e publicado recebem o Plano Fundador Profissional gratuitamente durante os primeiros 12 meses.
Renovação: R$ 397 por ano
Renovação: R$ 497 por ano
Esse projeto está começando. Mesmo com testes, haverá coisas que só aparecerão quando profissionais reais começarem a usar a plataforma.
Por isso, criamos canais para relatar erros, sugerir melhorias e apontar informações incorretas.
Não. A vaga é confirmada somente depois da análise, aprovação e publicação do perfil.
No Plano Fundador Profissional, sim: R$ 0 durante os primeiros 12 meses para os 100 primeiros perfis aprovados e publicados. O Plano Supervisor possui adicional de R$ 100 no primeiro ano.
A renovação é de R$ 397 por ano no Profissional ou R$ 497 por ano no Supervisor, conforme a política vigente e a revalidação aplicável.
Não. O plano contratado não compra pontos adicionais na busca clínica.
Sim. A plataforma foi pensada também para dar oportunidade de descoberta a profissionais novos.
Não. Supervisão é opcional, possui critérios próprios e faz parte do Plano Supervisor.
O projeto prevê publicações vinculadas ao perfil profissional, sujeitas às políticas editoriais e à moderação da Rede.
Profissionais autenticados poderão participar dos espaços da comunidade conforme as regras e a liberação progressiva dos recursos.
De alguma maneira, a Rede Psi Brasil é a resposta que eu gostaria de ter encontrado em 2017.
Não sei exatamente até onde esse projeto vai chegar. Mas sei como eu gostaria que ele fosse construído: com profissionais de verdade, histórias de verdade, espaço para quem está começando e a convicção de que Psicologia não precisa se transformar em uma corrida para descobrir quem consegue pagar mais para aparecer.
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